Quarta-feira, 3 de Março de 2010

MOMENTOS

 

AINDA HÁ PASTORES?
 
A região flaviense, pelas características dos seus solos e do seu relevo, desde sempre teve um cunho rural muito forte. Até há cerca de 20 anos, altura em que o êxodo rural tomou conta das nossas aldeias e Bruxelas aniquilou (fracas negociações dos sucessivos governos) a nossa agricultura, pululava nas nossas aldeias um manto de abundância, conjugando vários factores: Agricultura – batata e centeio a rodos; pecuária, com gado vacum e ovino e, nas terras de fronteira, o contrabando (Capitão Pizarro, venha daí esse tratado sobre o tema).
Era bonito presenciar a constante azáfama das pessoas, cada uma no seu ofício, dando às aldeias a alegria que tradicionalmente o transmontano não ostenta na sua faceta.
Hoje, percorrendo as nossas aldeias, encontramo-las vazias. As escolas encerram porque não há crianças. Uma geração idosa teima em permanecer no seu recanto, enquanto que o casario, pela falta de ocupação, vai caindo aos bocados, transformando a vida agitada de outrora numa melancolia cada vez mais deprimente.
De vez em quando, uma brisa fresca quer trazer alguma alegria. Aqui e ali, em cada terra, ainda se vislumbra um ar de graça. Nas terras cada vez mais de pousio, um pastor apascenta, de forma breve e ténue, o seu rebanho.
 
 

 

 

 

 

 

publicado por DE SVO às 08:00
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Terça-feira, 2 de Março de 2010

MOMENTOS

 

Rio Tâmega em Chaves, correndo mansamente rumo ao seu destino.
 
A cidade de Chaves sempre se identificou com o seu rio. Sobre o seu leito foi construída a célebre ponte romana de Trajano, unindo as duas margens da cidade. O Tâmega faz assim parte do quotidiano dos flavienses: A sua água tem servido para tornar a veiga de Chaves como uma das mais férteis do país. A diversificada fauna serviu durante séculos para complementar a subsistência dos flavienses. Hoje é palco de lazer, como um dos mais procurados pesqueiros do país. O seu leito serviu de fronteira. Muitas histórias do contrabando andam a ele associadas, bem como praticamente toda a história de Chaves, pois o rio foi cenário de muitos episódios, uns mais empolgados que outros. Até o fantástico se serve do rio e da sua ponte mais mediática para preencher o imaginário das gentes. A lenda da Maria Mantela e da Moura Encantada, são apenas singulares exemplos da importância que os flavienses atribuem ao seu rio.
Mais recentemente, graças ao programa Polis, as margens urbanas foram devolvidas à cidade. Esta ganhou outra centralidade e o Tâmega tornou-se então o grande cúmplice de milhares de caminhantes.
 
Aqui fica uma pequena resenha deste rio:
 
Nasce em Verín, Espanha e atravessa a fronteira luso-espanhola em Vila verde da Raia, Chaves. Desce depois à região de Basto, atravessando o concelho de Ribeira de Pena, ladeando Mondim de Basto, Celorico de Basto e Amarante. Ainda antes da sua foz em Entre-os-Rios, ladeia o Marco de Canavezes.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por DE SVO às 08:00
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